quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Top 20 - Textos Teatrais

Por ser atriz, mas principalmente por manter um site sobre teatro, estou sempre procurando, lendo e estudando textos de teatro. 

Dia desses estava lendo um grande bate papo de atores falando sobre textos teatrais que recomendavam ou que consideram importantes para a formação de um ator. Comecei a pensar sobre isso e cheguei à conclusão de que não sou uma pessoa muito normal! Claro, existem aqueles textos que são verdadeiros clássicos e que toda humanidade (não somente os atores) deveria ler. 

Mas na minha "lista" de textos de leitura indispensável estão alguns títulos que vão além dos clássicos. Criei um "Top 20" de textos que eu indico para leitura. 

Segue abaixo com links pra quem, por ventura, quiser baixar:

1- "Medéia" de Eurípedes
2- "A Casa de Bernarda Alba" e 3- "Yerma" de Federico Garcia Lorca
4- "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente
5- "Pluft - O Fantasminha" de Maria Clara Machado
6- "O Caixeiro da Taverna" de Martins Pena
7- "Escola de Mulheres" de Moliére
8- "Dorotéia" e 9- "A Falecida" de Nelson Rodrigues
10- "Quando as Máquinas Param" de Plínio Marcos
11- "Piquenique no Front" de Fernando Arrabal
12- "Esperando Godot" de Samuel Beckett
13- "Édipo Rei" e 14- "Eléctra" de Sófocles
15- "Sonho de uma Noite de Verão" de William Shakespeare
16- "Um Bonde Chamado Desejo" de Tennessee Williams
17- "Os Saltimbancos" de Chico Buarque
18-
"Lisístrata" de Aristófanes
19- "Os Pequenos Legumes" de Cyrano Rosalém
20- "A Cantora Careca" de Engène Ionesco

Ressalto que o vigésimo é o meu preferido! Não diria que é um clássico, pois muita gente não o conhece. Mas é o melhor texto de Teatro do Absurdo que eu já li. É bom porque é simples e isso torna sua montagem um desafio que deve ser levado muito a sério, pois qualquer deslize pode acabar com sua simplicidade e magia. O décimo primeiro e o décimo segundo seguem essa mesma linha: são maravilhosos, mas requerem cuidado redobrado numa eventual montagem.

Espero que quem vier a ler os textos indicados nesta lista, goste tanto e veja tanto potencial neles quanto eu. 

Boa leitura!

sábado, 16 de novembro de 2013

Entrando no compasso cômico

Alguns dizem que “é mais fácil fazer chorar do que fazer rir”. Não sei até que ponto eu concordo ou discordo disso! Na verdade, acredito que o que difere o drama da comédia seja a técnica aplicada! E se a técnica de um é mais simples que a da outra é só uma questão de ponto de vista. Se no drama podemos usar a memória emotiva em nosso favor, na comédia não podemos nos valer dela.

Fazer comédia é complexo... Mas o drama também é! Não devemos nos esquecer que tragédia rima com comédia e que isso significa que se nos excedermos em qualquer um dos dois, pode acabar se tornando o outro. Como? Assim... Uma comédia forçada pode ser desastrosa tornando-se, portanto, trágica. Já um drama exagerado pode acabar se transformando num dramalhão mexicano e “assim nasce a tragicomédia”. Dá pra entender o quanto os dois podem se misturar e se unir mesmo sendo, aparentemente, tão diferentes?

Penso o seguinte: pra fazer teatro, o ator precisa se entregar ao personagem e dar o melhor de si! Porém, pra que se faça um drama, o ator pode recorrer a inúmeras técnicas e mesmo que ele não faça a plateia se debulhar em lágrimas, ele pode conquistar sua meta e atingir o público. Já numa comédia, a grande sacada é o “tempo”. Se as falas não forem dadas no “tempo certo”, elas não surtem tanto efeito... Se um movimento não é feito no “tempo precisamente exato”, ele perde a graça! O drama também tem o seu “tempo” que se não for bem pensado e feito, cria lacunas no espetáculo. São “tempos” diferentes! Cada um no seu compasso!

Mesmo tendo contato anterior com a comédia, eu fui aprender e sentir um pouco mais como isso funciona na montagem da cena “A Família Gildézia”.


Por mais que amemos todos os personagens que já fizemos, nós atores, sempre temos os nossos xodós. A Gildézia é um dos meus por dois motivos: porque foi meu primeiro personagem cômico e porque é um personagem simplesmente sensacional! Foi quando comecei, verdadeiramente, a entender e fazer comédia.

Abaixo vai o vídeo com a cena completa pra quem quiser conhecer essa nordestina desbocada, ingenuamente esperta, mão coruja e louca que é a Gildézia. Espero que gostem, pois eu amei dar vida a essa parideira arretada! =D

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O retorno...

Fiquei afastada aqui do meu blog quase que pelo mesmo tempo que fiquei afastada do teatro. Mas agora estou de volta pra quem possa interessar! =P

Bom, continuando... Retornei ao cotidiano teatral em 2010 de uma maneira que eu não esperava por dois motivos. Primeiro: em São Paulo! (Eu não pensava na possibilidade de vir pra Sampa com frequência e muito menos de me mudar pra cá, como aconteceu posteriormente). E segundo: no Teatro Empresarial.
 
Eu nunca havia sequer ouvido falar em Teatro Empresarial até aquele momento. E quando “comprei” a ideia, me surpreendi positivamente e hoje acho que é uma experiência pela qual todo ator deveria passar, como já disse numa postagem anterior sobre o assunto.
 
Logo em seguida, tive a oportunidade de contracenar com três antigos amigos e companheiros de cena numa comédia... Minha primeira comédia!
 
A montagem de “O Poderoso de Novilha Morta” foi uma homenagem a um grande mestre e amigo nosso e também um reencontro entre pessoas que se gostam e que queriam muito trabalhar juntas novamente. Pra completar, foi uma grande aula pra mim!
 
Antes dessa montagem, os bastidores eram o mais próximo que eu já havia estado de uma comédia. Então foi ali que minha cômica começou a funcionar. Ainda de maneira discreta, mas começou!
 
A tal veia cômica “engrossou” com o passar do tempo e das verdadeiras aulas particulares que pude ter como meu diretor, autor e ator de comédia favorito, meu marido! hehe As experiências com o Empresarial também ajudaram um bocado, mas foi na montagem de uma cena que minha porção cômica realmente se mostrou... Vai na próxima postagem! (Em breve! Eu prometo!)